Uma questão delicada
A Engenharia Genética, um dos grandes motores do avanço científico, desempenha um papel cada vez mais importante nos domínios da saúde, da agricultura e do sector agro-alimentar. Pode dar-se como exemplo, na indústria farmacêutica, a produção de hormonas, de vacinas, a formação de espécies resistentes, de reagentes de diagnósticos, novos medicamentos. Na indústria agro-pecuária há o exemplo de animais e plantas resistentes a doenças, plantas resistentes a pragas, produção de espécies raras. E ainda na indústria alimentar com novos ingredientes, novos processos de manufactura, novas enzimas.
Por outro lado, existem uma série de objecções à manipulação genética e muito especificamente à clonagem humana, que na minha opinião não vão muito além da possibilidade de uso indevido desta técnica.
Uma objecção muito falada é a da identidade, na qual se diz que a clonagem priva os indivíduos de uma identidade própria. Outra é a de que a clonagem humana não deve ser desenvolvida pois poderia dar origem a uma selecção de certos indivíduos com determinadas características mais desejáveis que outras. Outra objecção ainda é a de que a clonagem humana é uma forma anti-natural de reprodução e de que vai contra as leis da natureza.
Examinando os ‘prós’ e ‘contras’ de que falei, penso que se devem continuar a desenvolver estudos e trabalhos acerca desta polémica área, a Manipulação Genética, tendo, contudo, o cuidado de fazer acompanhar esse desenvolvimento por reflexões constantes sobre os impactos negativos que esta técnica pode ter no equilíbrio da sociedade, e considerando também os aspectos morais e éticos de todo este processo.
É. Parece que sim.
Apetece-me dormir...
inês

0 Comments:
Enviar um comentário
<< Home